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O cálculo responde à pergunta certa do processo?

  • Foto do escritor: Delma Silva
    Delma Silva
  • há 9 horas
  • 3 min de leitura

Em uma demanda que envolve valores, contratos ou operações financeiras, é natural que uma das primeiras providências seja solicitar um cálculo.


Mas existe uma pergunta anterior que merece atenção:



O que, exatamente, esse cálculo precisa demonstrar?


Uma planilha pode estar matematicamente correta e, ainda assim, ser insuficiente para esclarecer a controvérsia econômico-financeira do processo.


Isso acontece porque a prova técnica não começa na fórmula.


Ela começa na compreensão do problema.


Antes do cálculo, existe uma controvérsia


Em uma execução bancária, por exemplo, saber que o saldo é elevado não demonstra, por si só, eventual inconsistência.


É necessário compreender como aquele saldo foi formado.


Qual foi o capital inicialmente considerado? Quais encargos estavam previstos? Quais foram efetivamente aplicados? Como os pagamentos foram apropriados? Houve renegociações? Qual critério foi utilizado para atualização? A memória apresentada permite reproduzir o resultado?


Da mesma forma, em uma liquidação de sentença, não basta chegar a um valor.


É necessário compreender o comando judicial, identificar os critérios econômicos aplicáveis e demonstrar como cada componente contribuiu para o resultado final.


A pergunta técnica muda conforme o processo.


E o cálculo também deveria mudar.


É aqui que começa a assistência técnica


O trabalho do assistente técnico econômico-financeiro não deveria começar simplesmente com:


"Envie os documentos que eu faço os cálculos."


Antes disso, é preciso compreender a demanda.


Qual é a controvérsia?


O que os documentos demonstram?


O que precisa ser esclarecido tecnicamente?


Quais informações estão disponíveis?


Quais limitações existem?


E, principalmente:


Qual questão econômico-financeira precisa ser respondida para que o advogado possa tomar sua decisão?


Só depois dessas respostas faz sentido definir a metodologia, construir a memória de cálculo e elaborar o parecer.


Nem toda diferença encontrada possui o mesmo significado


Outro cuidado importante está na interpretação dos resultados.


Encontrar uma diferença matemática não significa automaticamente identificar uma cobrança indevida.


Uma divergência pode decorrer de critérios distintos, datas-base diferentes, pagamentos não considerados, metodologia de atualização, premissas contratuais ou até da ausência de informações suficientes para reproduzir determinado valor.


Por isso, o trabalho técnico exige mais do que apontar números diferentes.


É necessário investigar sua origem, mensurar seu impacto e explicar o que efetivamente pode ser demonstrado a partir dos documentos disponíveis.


Às vezes, a análise confirma uma inconsistência relevante.


Em outras, mostra que a hipótese inicialmente considerada não encontra sustentação econômico-financeira.


As duas conclusões têm valor.


Porque a finalidade da análise técnica não é confirmar uma tese previamente escolhida.


É fornecer elementos confiáveis para que a estratégia seja definida com maior segurança.


Advogado e assistente técnico ocupam lugares diferentes — e complementares


Ao advogado cabe a interpretação jurídica, a definição da estratégia processual e a condução da demanda.


Ao assistente técnico cabe examinar os aspectos econômicos e financeiros dentro dos limites de sua especialidade.


Quando essa divisão está clara, a parceria se torna mais eficiente.


O advogado não precisa transformar-se em economista para discutir uma operação financeira complexa.


E o economista não precisa ocupar o espaço da argumentação jurídica.


Cada profissional contribui com sua especialidade para compreender melhor o mesmo problema.


É justamente nesse encontro que a assistência técnica deixa de ser apenas uma etapa operacional e passa a contribuir efetivamente para a qualidade da decisão.


Tem uma demanda em que os números precisam sustentar a estratégia?


A DS Inteligência Econômica atua com assistência técnica econômico-financeira, pareceres, cálculos e análise de operações complexas.


Fale conosco para uma avaliação inicial da demanda.

DS Inteligência Econômica Economia aplicada ao Direito. 

Rigor técnico para decisões mais seguras.

Delma Silva Economista | CORECON/SC nº 4053 | CNPEF nº 1013
 
 
 

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